Diretora da Superintendência de Tecnologia da Informação anuncia a proposta de novo curso de IA no evento do Laboratório de Humanidades Digitais

Inscrições triplicam, mas Semana de Humanidades Digitais enfrenta baixa adesão, apenas 18% do público esperado compareceu

Na abertura da 2ª Semana de Humanidades Digitais, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH), a Superintendente do STI, Vaninha Vieira, anunciou a proposta do Bacharelado em Inteligência Artificial da UFBA. O Diretor do Instituto de Computação, Ivan Machado, detalhou que foi aprovada na Congregação do Instituto de Computação e seguirá para avaliação da Pró-Reitoria de Graduação, em seguida, pelo Conselho Acadêmico de Ensino. A Superintendente relatou que caso a tramitação ocorra como o esperado, o projeto iniciará em 2026.2.
No Brasil, a Universidade Federal de Goiás (UFG) foi a primeira a criar um bacharelado específico em Inteligência Artificial. Somente outras quatro universidades possuem o curso. Das cinco universidades, duas são públicas.
Júnia Ortiz, membro do grupo de pesquisa em modelagem e inteligência computacional do Senai/CIMATEC, acredita que todo profissional vai precisar entender de IA, mesmo que possua especialistas específicos da área. A pesquisadora acredita que os cursos precisam se remodelar para agregar esse conhecimento.
Mesmo registrando recordes de inscrições com cerca de 300 inscritos, quase o triplo da semana anterior, a 2ª Semana de Humanidades Digitais da UFBA enfrentou baixa adesão do público. O encerramento do evento, nesta sexta-feira (28), contou com a presença de 20 alunos no auditório Raul Seixas, campus São Lázaro, com capacidade para 106 pessoas, apenas 18% do público esperado compareceu. 
Parte do público presente, mesmo que pequena, avalia a importância de discutir os impactos do uso da Inteligência Artificial no que diz respeito à propriedade intelectual dos pesquisadores como também a segurança dos bancos de dados. “Precisamos discutir como utilizar a inteligência artificial de forma correta, o que configura plágio e as questões de propriedade intelectual. É fundamental debater esses limites e responsabilidades”, refletiu Lyra Oliveira, estudante de ciências sociais.
Para Leonardo Nascimento, organizador do evento, a segunda edição da Semana enfrentou baixa adesão do público por negligenciamento da UFBA. Ele acredita que a falta de suporte financeiro da instituição é responsável pelo desinteresse do público. “Cada evento que eu faço eu acho que é o último, nem pensei que teríamos a segunda edição pela pouca presença de pessoas. Eu acho que o pessoal de ciências sociais não abraçam a ideia principalmente porque para fazer um evento desse custa muito caro e nós não tivemos apoio nenhum da universidade no quesito financeiro”, justificou Nascimento.
O evento, promovido pelo Laboratório de Humanidades Digitais da UFBA (LABHDUFBA), debateu sobre a integração da tecnologia na área das ciências sociais.  A 2ª Semana de Humanidades Digitais aconteceu entre os dias 24 e 28 de novembro. Ofertou oficinas de Zotero, Uso de IA na pesquisa, Programação R, Python e Currículo lattes.

Por Samuel Ricarte e Átila Vilas Boas

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