Festival inédito da ETUFBA vai do centro à periferia com mais de 20 atividades gratuitas

Estudantes de escolas públicas assistiram às apresentações teatrais no Espaço Cultural Boca de Brasa


O 1° Festival Universitário de Artes e Reapresentações (FUAR) congregou espaços para além do Teatro Martim Gonçalves: diferentes produções não inéditas de estudantes de Artes Cênicas, como espetáculos teatrais, cenas curtas e oficinas abrangeram também o Espaço Cultural Boca de Brasa – Subúrbio 360° e CEU Valéria -, com produções voltadas para escolas públicas, além da Praça 2 de Julho e do PAF V. No total, foram programadas 23 atividades com acesso gratuito pelo público. O FUAR aconteceu ao longo de duas semanas, entre os dias 08 e 23 de novembro.

“A gente está tendo essa movimentação de escolas públicas para que possam ver esse trabalho acontecer”, comenta a coordenadora de produção do Festival e estudante de Artes Cênicas, Maria Clara Cardozo. Uma das atividades voltadas às escolas foi o espetáculo teatral “A Revolução dos Bichos”, realizado no Subúrbio 360º, no bairro de Coutos, ainda na primeira semana do FUAR. Já no CEU Valéria, em Nova Brasília de Valéria, aconteceu o espetáculo “O Bicho de Duas Patas”. “Isso é importante. Temos muitos estudantes que vêm da periferia da cidade”, avalia o diretor da ETUFBA, Luiz Cláudio Cajaíba. Ele celebra as parcerias institucionais feitas pela Escola de Teatro, um fator que diferencia o FUAR do “Ocupa ETUFBA”, última edição de eventos teatrais realizada em abril do ano passado. 

A participação do público ao longo da primeira semana foi avaliada como “satisfatória” pelo diretor, sobretudo ao pensar a plateia do espetáculo de estreia do Festival – “A Casa Limpa” -, apesar de relatar uma diminuição de público ao longo da semana no Teatro Martim Gonçalves. Em postagem no Instagram, o perfil da ETUFBA celebrou a “lotação” do Espaço Subúrbio 360°, no sexto dia do Festival.

Comunidade ETUFBA

Para os estudantes da ETUFBA, o FUAR representa uma oportunidade de projeção das produções teatrais para outros espaços. “Daqui pode sair um incentivo maior para a gente prosseguir nisso, adicionar mais texto. Fazer dessa cena, algo maior, levar para outros lugares”, pensa Yasmin Martins, estudante do 7° semestre de Artes Cênicas e diretora da cena curta “Maria do Socorro”, apresentada no quinto dia do Festival, no Teatro Martim Gonçalves. As cenas “Nada a fazer”, “Pelo arrepio banal, se eu morrer, não me conte” e “Ipê Amarelo” completaram a programação do dia.

“Nada a Fazer”, cena curta apresentada no Teatro Martim Gonçalves | Foto: Caio Moscoso

Yasmin, no entanto, pontua problemáticas vivenciadas pelos estudantes da Escola quando os eventos são realizados, como o espaço de tempo “longo” entre as edições e a “comunicação pouco efetiva” entre a comunidade da ETUFBA na divulgação das atividades. “Naturalmente a gente vive disperso”, explica Cajaíba ao pensar na dificuldade de agregar professores e estudantes em torno de projetos. A Escola possui aulas no PAF IV e no Prédio do IHAC.

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