Após sete anos, EDUFBA tem dois livros reconhecidos nacionalmente

 

Prêmio ABEU 2025 – Foto: Katia Saisi/Pluricom

 

Na última terça-feira (25), dois livros da EDUFBA foram finalistas da 11ª edição do Prêmio ABEU (Associação Brasileira de Editoras Universitárias). O Prêmio ABEU acontece anualmente e, desde 2017, a EDUFBA aparece com pelo menos um livro reconhecido por ano, entre os premiados ou recebendo menção honrosa. A cerimônia de premiação ocorreu em São Paulo, na Academia Paulista de Letras.

As obras reconhecidas foram “Em busca de algo em que acreditar: identidade, Islã e radicalismo na Inglaterra do século XXI”, de Hannah Romã – graduada em Estudos de Cinema na London Metropolitan University e doutora em Cultura e Sociedade pelo IHAC – primeiro lugar na categoria Ciências Sociais, e “Suicídio, bioética e neoliberalismo: entre as éticas da vida e as políticas de morte”, de Luana Lima – psicóloga e bacharela interdisciplinar de Humanidades também pelo IHAC – segundo lugar em Ciências Humanas.

As duas autoras visam a trazer visões críticas e centradas na subjetividade dos indivíduos sobre cada um de seus temas – respectivamente, suicídio e vinculação a grupos extremistas religiosos. Hannah vê o terroriso e a radicalização como assuntos “pouco entendidos e refletidos em complexidade”. A proposta de seu livro seria justamente trazer uma “ótica original” – o ponto de vista de quem se envolve com essas organizações. Sob viés parecido, Luana trata o seu material como “fruto de uma luta coletiva por modos mais dignos e plurais de existência”: “Se eu pudesse evidenciar a principal contribuição do meu trabalho, salientaria a perspectiva (bio)ética-política acerca do suicídio e dos processosde subjetivação. Desde essa perspectiva, a gente subverte e cria brechas nos discursos científicos, que tendem a apagar as vozes dos sujeitos sofrentes e as ‘políticas de morte’”, diz.

No entanto, a última vez em que pelo menos dois trabalhos apareceram havia sido em 2018, com quatro livros finalistas. Das 14 obras que já foram indicadas, seis são de Ciências Humanas.

A parceria da EDUFBA com os autores é feita por livre demanda. A editora cobre parte dos custos de publicação. Tudo o que é submetido passa por avaliação interna, a qual define se os materiais serão recomendados. Para Aline Silva, assistente editorial da empresa, é justamente esse zelo que atrai a procura dos pesquisadores. “Acho que o que motiva é a responsabilidade que a EDUFBA passa, porque ela já está há mais de 30 anos publicando livros tanto da comunidade da UFBA quanto da externa. A EDUFBA já tem alguns prêmios. A gente tem um cuidado muito grande com os materiais, muito criterioso em todas as etapas. Isso traz os autores para cá”, declara.

As autoras premiadas confirmam a contribuição positiva da editora para suas carreiras. “Somar o papel de leitora ao de autora na EDUFBA é uma marca bem bonita na minha trajetória; agrega ao meu trabalho um selo de qualidade e reconhecimento”, afirma Luana. Já Hannah define a parceria como “fundamental”. “Editoras universitárias são centrais na circulação da produção acadêmica”, reitera.

 

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