É possível salvar o rio? AECC realiza evento de lançamento da 6ª edição da Revista JaÉ 

Agência Experimental de Comunicação e Cultura promove evento independente na FACOM para lançar a 6ª edição da JaÉ, edição sobre o margeamento social em relação a água.

Luanda Costa

Na última sexta-feira (01/12), a AECC lançou a 6ª edição da Revista JaÉ, através de um evento ocorrido no auditório da Faculdade de Comunicação. O produto, de lançamento semestral, tem a primeira edição datada de junho de 2011, quando ainda circulava unicamente no modelo impresso. O diferencial dessa vez é a promoção do evento gratuito e dedicado exclusivamente ao lançamento da edição intitulada “Há Margens”, que levou os agenciadores  do grupo à discussão em torno da importância das águas que correm por Salvador, para o saneamento básico, ciência, resistência e arte.

Além do bate-papo com os membros da instância, o evento trouxe uma mesa de debate intitulada “A importância da água para Salvador: Vida e Resistência” com Diego Sei, pixador e Camila Contreras, arquiteta e urbanista, ambos perfilados nesta edição. Para mais, apresentou ao público Luiz Roberto Moraes, especialista em engenharia sanitária e militante em defesa do saneamento público, que também foi  entrevistado nas “páginas azuis” da revista, seção em referência às clássicas páginas verdes em que a temática central é o meio ambiente. O foco dado à água tornam aqui essas páginas de uma outra cor, inovadora.

A privatização da Embasa foi fortemente pautada tanto na revista quanto na mesa. Seu impacto traria ainda mais dificuldade para quem já tem restrito acesso, por isso, Luiz Roberto falou sobre o impacto dessa medida para a comunidade soteropolitana “Como vou fazer habitação sem fazer esgotamento? Há quase 300 mil pessoas em Salvador sem esgotamento sanitário”. Ele acrescenta que este é um direito que grande parte da população desconhece e, por isso, é frequentemente violado.

O salvamento e resgate da pureza dos rios na capital fomentou perguntas dos ouvintes para os convidados: “É possível salvar o rio?”. Apesar da complexidade do questionamento devido ao despejo em larga escala de dejetos inapropriados nas águas, o engenheiro acredita que retirando os resíduos sólidos e redirecionando o despejo de esgoto, isso é sim viável.

Isabel Queiroz, uma das integrantes da Agência Experimental e repórter da revista, fala sobre o processo de escrita: “Fazer uma revista e estar no processo completo de produção desta é algo que com certeza vou levar pra minha vida. Serviu de crescimento e amadurecimento na minha vida pessoal e acadêmica. Água é religião, política e arte.”

Repórter da AECC, Isabel Queiroz

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