Atléticas da UFBA têm poucas participações nos Jogos Universitários de Saúde

De 27 atléticas participantes, apenas duas eram da UFBA.

Theo Fernandes

Atleta da Atlas em ação pelo handebol masculino. Foto: Celo Gil

As atléticas da UFBA pouco participaram dos JUS, competição que abarca todos os cursos da área de Saúde da região Nordeste, exceto os de Medicina: das 27 atléticas participantes, apenas duas eram da Federal da Bahia. A Jaguar, de Educação Física, e a Atlas, de Fisioterapia, foram as únicas representantes na competição. Pelos registros no site da organização do evento, as equipes da UFBA competiram em quatro das 13 modalidades disponíveis, tendo atingido o pódio em apenas uma. 

O time de Educação Física só esteve presente na disputa do futsal masculino e chegou à final, porém, foi derrotado por um acachapante 7×0 contra o time do mesmo curso, mas da UNIFTC. A Atlas participou de outras três modalidades além do futsal masculino: handebol masculino, poker e natação. No futsal, perdeu para a atlética de Educação Física da Bahiana por 3×1 nas quartas de final. No handebol, parou na semifinal contra o time de Educação Física da UNIFACS numa derrota dura por 35×21. Já no poker, ficou na 6ª posição. Por fim, na natação, a atlética ocupou a 9ª colocação geral depois das disputas em nove modalidades diferentes. 

Em comparação às outras universidades – todas privadas -, a presença escassa da UFBA se destaca ainda mais. Dentre as oito participantes, a UFBA é a única pública e só levou mais atléticas que outras duas instituições: apenas a UNINASSAU e a UCSAL. A UNIJORGE e a UNIME, assim como a Federal, enviaram duas atléticas ao JUS. À frente, formando o pódio de maior número de equipes, estão a UNIFTC, a UNIFACS e a Bahiana. 

A cada três atléticas competidoras, uma era da UNIFTC: nove das 27 equipes. Os cursos representados foram Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia e Psicologia. A UNIFACS foi a segunda universidade que mais levou atléticas para o JUS, com 6 agremiações. A Bahiana esteve representada com 4 atléticas. 

Felipe Silva, vice-presidente da Jaguar, afirma que falta capilaridade para a organização dentro do curso: “Participamos em menor número por conta da procura. Apesar de termos aproximadamente 400 alunos, muitos não se interessam pelo meio esportivo e não conhecem a magia dos campeonatos atleticanos.”

Além disso, a pandemia de coronavírus abalou muito a organização esportiva dentro do curso. “Não existe organização mais coesa de outros esportes além do futsal masculino”, diz Felipe. Nos Jogos Internos da UFBA (JUFBA), outra grande competição para a atlética, o cenário de pouca participação se repete. 

Os campeonatos interuniversitários são ocupados, majoritariamente, por universidades particulares. Isso se comprova através das participações de atléticas, quantidade de torcedores e número de medalhas. Para Felipe, o caminho para mudar esse cenário é a parceria entre as agremiações: “Precisamos criar amizades com outras ligas de atléticas e conversar mais sobre.”

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