
Foto: Brenda Nascimento e Paula Midlej
Com o apoio do Programa UFBA Plástico Zero, a Pró-Reitoria e Assistência Estudantil da UFBA implementou no mês passado a Portaria nº011/2024 que proíbe a comercialização ou uso de recipientes descartáveis dentro da universidade, suspendendo o fornecimento de copos plásticos descartáveis nos Restaurantes Universitários (RU) e nos Pontos de Distribuição de Alimentos.
A mudança estabelecida determina que todos os usuários dos Serviços de Alimentação da UFBA, a partir da implementação da medida, deverão levar seus próprios copos individuais aos RUs para o consumo de bebidas frias ou quentes. Aos estudantes cadastrados pela Pró-Reitoria, será fornecido um copo reutilizável de fibra de madeira. Em caso de perda ou quebra do copo fornecido, será permitido o uso de outro recipiente, desde que não ultrapasse o limite de 300ml.
A decisão de suspender a distribuição de copos plásticos descartáveis, conforme a nova portaria, visa prevenir a poluição, reduzir a geração de resíduos sólidos, promover a coleta e estimular o tratamento adequado desses resíduos nos campi da universidade. “Educar a responsabilidade social e ambiental, contribuindo para o desenvolvimento humano com ética, sustentabilidade e justiça.”, afirma o Estatuto e Regimento Geral da UFBA.
Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto Química da UFBA revelou que os copos descartáveis, especificamente os feitos de poliestireno, ao entrarem em contato com líquidos quentes, liberam uma quantidade excessiva de estireno. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) indica que o estireno é uma substância possivelmente cancerígena, causando também dores de cabeça, depressão, perda de audição e problemas neurológicos.
“Considero essa uma atitude muito positiva da universidade, especialmente ao levar em conta que o plástico, apesar de ser um dos materiais mais consumidos diariamente, possui uma decomposição extremamente lenta”, comentou Anderson Gomes, estudante de biologia na UFBA do 4º semestre e ativista ambiental. O ambientalista acrescenta estar esperançoso para uma reeducação ambiental: “Espero que essa iniciativa inspire uma série de mudanças que contribuam tanto para a promoção de uma cultura de sustentabilidade quanto para o fortalecimento de medidas sustentáveis nos setores da educação”.

