Mutirão contra o Aedes Aegypti coleta 40 kg de lixo na Federação

O 4° mutirão da Superintendência do Meio Ambiente e Infraestrutura (SUMAI) percorreu 6 unidades do campus para a retirada de resíduos capazes de acumular água e poluir áreas comuns da UFBA

Por Morgana Araújo, 11:05, 10 de Junho

Garrafas PET, embalagens descartadas, potes, sucatas, entulhos e palhas secas foram alguns dos resíduos coletados durante o 4° mutirão ‘UFBA contra o Aedes Aegypti’. Promovida pela SUMAI, a ação reuniu aproximadamente 40 colaboradores terceirizados da Palmácea Jardins para a limpeza do campus, na quinta (15). Foram 40 kg de lixo retirados de locais abertos nas seis unidades percorridas da Federação: a FAU, o CEAB, o PAF VI, a PROAE, o DCE e o Instituto de Psicologia. A fim de evitar a proliferação do mosquito em outros pontos com água parada na UFBA, a SUMAI planeja mais três mutirões até o fim do ano. Cerca de 218 kg foram coletados até o 4° mutirão.

Na Prefeitura de Salvador, o cenário epidemiológico está em alerta. Apesar da redução do Índice de Infestação Predial (IIP), de 2,3% em abril de 2024 para 1,7% em abril de 2025, o parâmetro do Ministério da Saúde indica alerta aos IIPs entre 1% e 3,9%. A queda pode ser analisada no Observatório de Arboviroses do Ministério. Em Salvador, a 22° semana epidemiológica de 2024 teve 579 casos, enquanto a de 2025 teve apenas 37. Na Bahia, a mesma semana em 2024 teve 3.823 casos, diferente de 2025, com 468.

No Brasil, existem mais de 1 milhão casos prováveis de dengue e mais de mil óbitos registrados. Um alerta para risco de surtos devido à circulação do sorotipo DENV-3 no país foi emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) no início de fevereiro.

O mutirão iniciou na Faculdade de Arquitetura com um diálogo feito pela equipe da SUMAI para os terceirizados que conservam as áreas verdes dos campi. Na sequência, distribuíram panfletos informativos à comunidade universitária sobre o combate aos criadouros do Aedes Aegypti. O coordenador de meio-ambiente da SUMAI, Antônio Lobo, explica que uma equipe de vistoria técnica fiscaliza previamente os locais abertos, verdes e urbanos, do campus para sinalizar os mais sensíveis. Pela orientação técnica, os funcionários devem deixar as áreas limpas, sem nenhum resíduo poluidor, capaz de acumular água ou gerar focos do mosquito.

Mariana Firmino, graduada do BIH e estudante do 3° semestre em Jornalismo, observa que a universidade tende a acumular muita água em tempos de chuva, mas acredita que as áreas verdes da UFBA estão limpas. “Sempre quando eu chego durante a manhã, tem uma equipe fazendo limpeza. É muito difícil ver lixo ali (campus de Ondina)”, complementa.

“A UFBA era uma grande acumuladora”, disse o coordenador. Ele explicou que a área da UFBA recebia muitas notificações do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Salvador devido aos acúmulos materiais. “Tinha muita obra inacabada, material inservível, resto de mesa, cadeira. E isso acabava gerando um ambiente propício à proliferação do mosquito”, justificou. As notificações teriam diminuído a partir de 2014 com o início da limpeza urbana e dos mutirões contra a dengue na universidade. Contudo, ambientes propícios ainda existem nos campus, como as obras inacabadas do bloco B do prédio do IHAC e do prédio do ICI em Ondina.

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