Mais de 300 pessoas prestigiam o 15º concerto da temporada da Orquestra Sinfônica da UFBA

Foto por: Andressa Machado

Orquestra mais antiga em atividade contínua na Bahia apresentou obras clássicas de P.I Tchaikovsky, P. Mascagni e C. Saint-Saëns

A Orquestra Sinfônica da UFBA (OSUFBA) encheu o Salão Nobre da Reitoria na noite de sexta-feira, 31 de outubro, com o 15º concerto da temporada. Com entrada franca, o evento organizado pela Escola de Música da UFBA (EMUS) reuniu mais de 300 espectadores. Reconhecida como a orquestra mais antiga em atividade contínua na Bahia, a OSUFBA busca democratizar o acesso à música clássica: “Esse acesso, com essa qualidade de música aqui na Bahia, é de certa forma transformador, tanto para os músicos quanto para quem não é da área em si”, destacou Carlos Vitor Lima e Silva, solista de trompa no concerto

Com obras de P.I Tchaikovsky, P. Mascagni e C. Saint-Saëns na programação, Erick M. Vasconcellos, maestro da noite, explicou a escolha do repertório: “Eu tinha interesse em fazer a 5ª Sinfonia de Tchaikovsky, porque há anos queria realizar esse trabalho e ainda não tinha tido a oportunidade. Gosto muito dos compositores românticos e da música de Tchaikovsky”. Ex-diretor da OSUFBA, ele destacou o papel importante da orquestra na formação dos estudantes da EMUS. “A orquestra da UFBA serve não somente para concertos, serve para dar prática aos alunos, porque não adianta você ter um curso de instrumento, se você tocar só na sala de aula, não vai te dizer nada”.

Carlos Vitor Lima e Silva, egresso da EMUS, foi um dos três estudantes selecionados em processo seletivo para apresentar um solo nesta temporada. O solista, que escolheu apresentar o Morceau de Concert para trompa, de Camille Saint-Saëns, foi aplaudido de pé pela plateia. “Foi muito desafiador, porque o cenário que eu estou vivendo na minha vida agora é extra música. Quando surgiu a oportunidade de fazer esse processo seletivo, eu fiquei um pouco receoso, mas com incentivo do meu professor, a gente preparou bastante a peça, e com êxito teve a aprovação. Fico feliz por ter demonstrado um resultado satisfatório”, compartilhou Carlos Vitor.

Carlos Vitor Lima e Erick M. Vasconcellos. Foto por: Igor Lessa

A OSUFBA, fundada em 1954, tem mais de 70 anos de história. José Maurício Brandão, diretor da Escola de Música da UFBA, afirmou que a criação da orquestra preencheu uma lacuna na cena da música clássica na cidade, que até então não contava com uma orquestra de funcionamento contínuo: “Por quase 30 anos, ela foi a única orquestra funcionando na cidade. De certa forma, é a partir dela que nasce a OSBA. E, de certa forma, é a partir dela que vai nascer o Neojiba depois”.

José Maurício Brandão, diretor da EMUS. Foto por: Igor Lessa

Para o público, ter a oportunidade de assistir a espetáculos como esse é uma forma de descanso em meio à rotina cansativa. “No meio de uma rotina tão corrida da vida universitária, eu preciso de alguns momentos de intervalo assim, para parar, contemplar um pouco e aproveitar a arte”, comentou Fernanda, estudante de Medicina da UFBA presente no concerto. A estudante defende a realização de mais iniciativas como essa: “A nossa comunidade precisa disso, Salvador precisa disso. O público precisa de arte, de cultura e é necessário que a UFBA também ofereça isso”.

Com cerca de 20 concertos por temporada, o calendário anual da orquestra é definido com antecedência, muito antes do início da temporada. Em 2025, a OSUFBA iniciou a temporada homenageando os 150 anos de Joseph Maurice Ravel e pretende finalizar com mais uma apresentação dedicada ao compositor. Mais informações sobre as próximas edições podem ser acompanhadas no perfil da EMUS no Instagram: @emusufba.

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