Feira “Vendo o Meu Peixe” fortalece o empreendedorismo universitário com mais de 70 expositores

A 4ª edição da Feira, organizada pelo Centro Acadêmico Unificado da Escola de Belas Artes, atraiu mais de 500 visitantes por dia 

Vender Seu Peixe, como diz o ditado popular, se tornou uma prática universitária nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. Com os preços variando entre R$3 e R$400 reais, a 4ª edição do “Vendo o Meu Peixe: Feira de Arte e Design da EBA” reuniu mais de 500 visitantes por dia, além de 75 expositores que foram distribuídos entre estudantes da UFBA e artistas independentes. O evento produzido pelo Centro Acadêmico Unificado da EBA é a maior edição já realizada, de acordo com a organização, já que o número de inscritos triplicou entre uma edição e outra.

Camilly Alves, expositora veterana da Escola de Belas Artes, comentou que a organização do evento divulgou a lista de artistas selecionados com atraso, dificultando a produção dos artistas manuais. “Eu já tenho coisas guardadas, então para mim é mais fácil porque eu sempre faço coisas em quantidade para guardar depois, mas eu sei que para outras pessoas é sempre muito difícil esse curto tempo”, afirmou a estudante. Sophia Fontenele, outra veterana do curso de artes visuais da UFBA, reforçou a crítica à organização, afirmando que para quem foi selecionado pela primeira vez o processo é mais trabalhoso. “Você tem que pensar estrutura, embalagem, como vou levar, como eu vou ir. Então é uma logística a se pensar. Acho que seria muito melhor se fosse um tempo maior para preparação “, afirmou. 

O retorno financeiro da feira foi considerado positivo entre os expositores, que relataram estar fazendo boas vendas e gerando bons lucros. Clara Lima, artista e estudante de artes da universidade, disse ter faturado R$500 reais em um dos dias, garantindo que os produtos mais vendidos são aqueles mais usáveis e acessíveis, como adesivos e bottons. 

Mau Menezes, coordenador de Cultura e Eventos, detalha o desenvolvimento da feira desde que se tornou um evento independente: “Desde 2023 viemos fazendo edições independentes, nas gestões do CA já tivemos duas. Na primeira que tivemos em 2023, eu não me lembro do número de expositores, mas eu lembro que passamos um formulário em que a galera conseguiu tirar 400, 500 por dia. Nessa edição, que está sendo a maior edição que a gente já fez, temos em torno de 78 expositores, fora as intervenções artísticas, fora os tatuadores. De lá para cá, a feira cresceu bastante”. Graduando em Desenho e Plástica, Mau também participou como expositor na feira.

A 1ª edição da feira ocorreu em 2013 após a suspensão do EBACULT, projeto criado pelo CA em 2012 com objetivo de ser um espaço de exposição de produção local, curta-metragem e obras de artes. Reformas no prédio da EBA impossibilitaram que o EBACULT acontecesse, nascendo o “Vendo o Meu Peixe”. Depois de 10 anos, o evento passou a ter uma programação independente.

 

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