Comissão Eleitoral é definida em Assembleia Geral dos estudantes da Faculdade de Comunicação

O objetivo da comissão é realizar a eleição de uma nova gestão do Centro Acadêmico Vladimir Herzog

Rafael Cerqueira e Sofia Pato

Após dois anos sem gestão oficial do Centro Acadêmico Vladimir Herzog (C.A), estudantes da Faculdade de Comunicação (FACOM) realizaram, na última segunda-feira (20), uma Assembleia Geral para estabelecer uma nova comissão eleitoral. A comissão será responsável por organizar a eleição de uma nova gestão para o C.A. Composta por cinco estudantes da FACOM, a comissão eleitoral tem como objetivo planejar o calendário da eleição, assegurar a lisura do pleito, além de gerenciar a apuração dos votos e a divulgação dos resultados.

Foto: Sofia Pato

A Assembleia Geral teve a presença de 35 estudantes ativos da Faculdade de Comunicação, o que representa aproximadamente 6% dos 755 alunos matriculados ativos (graduação e pós-graduação). Apesar do estatuto prever que o mínimo necessário para validação desse processo seja de 10% dos matriculados regularmente nesse semestre, os alunos compreendem que há caráter emergencial nessa eleição pela longa ausência de representação estudantil na FACOM.

Os estudantes que compõem a comissão são Ana Carolina Branco, Ester Xavier, Hanna Passinho, Maximu Cerqueira e Isabella Tanajura. A equipe tem a tarefa de organizar e supervisionar o processo eleitoral, preservando sua transparência e conformidade com as normas estabelecidas.

A última gestão do Centro Acadêmico Vladimir Herzog foi interina, ou seja, da
própria comissão eleitoral. Esse é o procedimento previsto pelo estatuto quando nenhuma
chapa se candidata ao cargo. Ela teve início no começo do ano passado, porém,
eventualmente, acabou se desfazendo. Desde então, o corpo estudantil não tinha
representação nas decisões feitas durante as reuniões do colegiado. A última chapa eleitoral a
ocupar essa posição encerrou o seu mandato em agosto de 2023.

A estudante Ana Carolina conduziu a assembleia / Foto: Sofia Pato


Até o momento, apenas uma chapa está se articulando para concorrer. Ainda sem
nome, o grupo conta com 12 estudantes e é presidida pelo estudante de produção cultural
Tobias Muniz, que já integrou o centro acadêmico do IHAC. “Jornalismo e produção cultural
são políticos, detemos o modo de pensar e a opinião das pessoas. Os estudantes não estão
dando importância para a política”, denunciou.

“A comissão é um processo que garante a democracia e imparcialidade da eleição, servindo também para administrar as demandas acadêmicas enquanto ainda não há uma gestão efetiva”, explica Ana Carolina Branco, aluna do 7° semestre de Produção Cultural e presidente da comissão eleitoral.

Isabella Tanajura, 27, estudante de jornalismo, acredita que a desmobilização estudantil que ocorre na FACOM é prejudicial para os próprios estudantes. “É preocupante a gente ter uma ausência tão grande do movimento estudantil organizado na FACOM. É importante ter essa retomada. […] As chapas que participarem do processo devem formar um centro acadêmico que seja combativo e que coloque as pautas dos estudantes em dia”.

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