Evento aconteceu no próprio campus durante dois dias seguidos e promoveu venda e exibição de produções dos estudantes.
Leo Prado

Marcus
Nos últimos dias 10 e 11, estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) expuseram trabalhos e produções artísticas na feira de arte e design Vendo Meu Peixe, sediada na Escola de Belas Artes (EBA). Segundo organização, o evento teve um total de 46 expositores, todos alunos da EBA.
Completando 10 anos desde a criação, a Vendo Meu Peixe, organizada pelo Centro Acadêmico Unificado da Escola de Belas Artes (CAUEBA), tem como objetivo dar oportunidade à artistas da universidade e promover o fomento às produções, por meio de exposições e vendas. Rafael, estudante de design e produtor executivo da feira contou sobre esse processo:
“A vontade que a gente tem é conseguir estar promovendo um evento como esse para as pessoas poderem escoar a sua produção, mas também aprender a como vender seus produtos e se colocar no mercado de forma acessível”.
Isadora, uma das organizadoras da feira, contou que o público se concentrou em pessoas da universidade e que foi ao portão do campus para convidar visitantes de fora: “Todas as pessoas são bem vindas, mas nem todas sabem que elas podem entrar, por que acham que só universitários podem”, explicou.
“Mesmo quando a pessoa não compra, vir olhar e elogiar seu trabalho é muito melhor do que curtidas em redes sociais. Tem alguém ali realmente apreciando seu trabalho”, contou Gabriela, estudante de artes visuais, sobre o contato com o público.
Os feirantes exibiram produtos que incluíam quadros, pinturas, desenhos, roupas, acessórios, artesanato, entre outros. A feira também teve uma sala exclusiva com sessões de flash tattoo, que são tatuagens com modelos prontos e de fácil execução.
“Trazer essas feiras para estudantes de arte que não tem muita visibilidade é muito bom, por que traz conhecimento. A galera começa a perceber a gente, coisa que não acontece muito” disse Andy, aluna que expôs trabalhos de arte digital.

Para Lene, visitante da feira e mãe de aluna expositora, o evento tem papel fundamental: “As vezes, o estudante de arte é colocado como um alternativo e isso precisa acabar. Precisamos estar dentro desses ambientes de feira e de produção de arte e conhecimento”.





