Equipe Axé Fly | Foto: Reprodução
por Marcela Ramos
Uma equipe formada por estudantes da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) conquistou o terceiro lugar da SAE AeroDesign EAST, competição internacional de aerodesign, realizada entre 6 e 8 de março, na Flórida. O resultado reforça o protagonismo dos jovens brasileiros frente a competidores de 10 países, incluindo potências tecnológicas como China, Polônia e Estados Unidos.
Batizada de Axé Fly, a equipe é uma organização estudantil da Escola Politécnica voltada ao desenvolvimento de projetos de engenharia aeronáutica. O principal objetivo é projetar e construir aeronaves capazes de cumprir os desafios propostos pela competição, que envolvem critérios técnicos como capacidade de carga, eficiência e desempenho do voo.
A estudante de Engenharia Elétrica Anna Luísa Campos explica que a competição é resultado de um processo de preparação e classificação que dura cerca de quatro meses. “A gente precisa conquistar o primeiro ou o segundo lugar na competição nacional para garantir a vaga no mundial. Além disso, o projeto que levamos para a competição internacional é diferente do nacional, então, exige uma nova preparação”, explica.
A SAE AeroDesign EAST é uma competição anual voltada a estudantes de Engenharia. O principal objetivo é fomentar o intercâmbio de conhecimentos e a difusão de técnicas na área de Engenharia Aeronáutica. O evento se destaca pelo elevado nível de competitividade e pela participação de equipes estruturadas, muitas com expressivos investimentos em tecnologia. Nesse contexto, enquanto diversos grupos estrangeiros dispõem de maior financiamento e infraestrutura, os estudantes brasileiros enfrentam desafios como recursos limitados oferecidos pelas universidades e um tempo de preparação mais restrito.
Apesar dos desafios, a equipe acumula resultados expressivos. Com esse desempenho, a Axé Fly consolida sua trajetória vitoriosa na competição mundial. O pódio foi conquistado em quatro edições, o que evidencia a elevada capacidade técnica e a dedicação dos participantes.
Além dos resultados competitivos, a participação no grupo também contribui diretamente para a formação acadêmica e profissional dos estudantes, que têm a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. São desenvolvidas habilidades como trabalho em equipe, gestão de projetos e resolução de problemas reais de engenharia.
EXPOENTE – Os integrantes destacam ainda a importância de maior investimento em ciência, tecnologia e projetos estudantis, que podem ampliar as oportunidades de inovação e fortalecer a formação prática dentro das universidades públicas.
“É sempre um prazer representar o Brasil e a Bahia fora do nosso país e, mais do que isso, conhecer novas culturas. Em todas as vezes, conquistamos o pódio. Isso mostra que o Brasil tem uma potência aeronáutica muito forte e que a Bahia é um expoente de tecnologia no país” afirma Caio Lessa, estudante de Engenharia Mecânica e capitão da equipe.
A discente Maria Eduarda Andrade, integrante da Axé Fly desde 2024, destacou a experiência internacional como importante momento de aprendizado. “A competição proporciona troca de experiências, contato com estudantes de vários países e um networking importante. Foi uma oportunidade enriquecedora para conhecer diferentes soluções de engenharia e aprender ainda mais sobre trabalho em equipe”, afirma.
Maria Eduarda ressalta que a participação no evento marcou sua trajetória acadêmica. “Sou grata à equipe por essa oportunidade e espero poder participar novamente”, conclui.
Os interessados em acompanhar o trabalho da equipe Axé Fly podem obter mais informações por meio das redes sociais do grupo: @axeflyaerodesign e Axé Fly Aerodesign
Marcela Ramos
Jornalismo Integrado I – GCOM0035
Graduanda do 2º semestre de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia e de Direito na Universidade Católica do Salvador.

