Mestranda competindo pelo IGEO ganha duas medalhas de ouro no atletismo do JUFBA

Além de Marglyn, as atléticas dos cursos de Letras, Ciências Contábeis, Educação Física e do campus de São Lázaro ganham medalhas nas disputas de salto em distância e corrida no campeonato.

Marina Branco

Largada da competição de 200 metros rasos masculinos. Foto: Marina Branco

No último sábado (11), quatro atléticas venceram modalidades do atletismo nos Jogos Universitários da Universidade Federal da Bahia (JUFBA), com destaque para a corredora Marglyn Anne (@marglyn.anne), a única atleta, dentre homens e mulheres, a conquistar uma dobradinha de ouro para sua atlética, a Avalanche.

Nas modalidades masculinas, o destaque foi Maurício Cerqueira (@mauriciocerqueiraa), que bateu seu próprio recorde e venceu os 1500 metros rasos. As corridas de 100, 200, 400, 800 e 1500 metros rasos e a disputa de salto em distância garantiram medalhas de ouro para as atléticas Letais, do curso de Letras, Avalanche, do Instituto de Geociências (IGEO), Neurótica, de Contábeis, Brutal, do campus de São Lázaro, e Jaguar, de Educação Física.

Em uma competição com pouca torcida, onde os espectadores presentes estavam voltados para a disputa do terceiro lugar do futebol de campo masculino que acontecia simultaneamente, homens e mulheres correram e saltaram para conquistar medalhas. As competições de 100 e 200 metros rasos, popularmente conhecidas como as mais difíceis do atletismo, são as disputas “de tiro”, ou seja, de curta distância e duração, mas de imensa velocidade, exigindo do atleta um disparo inicial de muita força.

Nas disputas femininas, os ouros das provas mais curtas foram conquistados por Marglyn Anne, poliatleta do IGEO no atletismo, handebol e futsal. Já nas provas de maiores distâncias, os 400 e 800 metros rasos, quem levou a melhor foi a corredora Marina Amorim, sem atlética, que disputou as quatro metragens junto com Marglyn, acompanhadas de Rebeca Lima, da Neurótica.

Marina Amorim e Marglyn Anne, respectivamente, disputando os 800 metros femininos. Foto: Marina Branco

Nas disputas masculinas, quem melhor soube realizar essa explosão foram os atletas Davi Oliveira, da Letais, vencedor da disputa dos 100 metros, e Luan do Nascimento, da atlética Avalanche, medalhista de prata nos 100 e de ouro nos 200 metros. As medalhas de ouro das provas de longa distância foram conquistadas por Diosef Petric, da Neurótica, que garantiu os 400 metros em uma virada emocionante, e Maurício Cerqueira, que superou suas próprias marcas ao vencer a corrida de 1500 metros. O atletismo do JUFBA também tem competições de salto em distância, e quem venceu essa disputa foi o atleta Carlos Henrique (@carloshcristo), da Jaguar, consagrado bicampeão da modalidade com um salto de 5 metros e 30 centímetros.

Com a contribuição de peso dos dois ouros de corrida feminina conquistados por Marglyn Anne, a atlética vencedora no quadro final de medalhas do atletismo foi a Avalanche, do IGEO, com três medalhas de ouro, duas de prata, e uma de bronze. Logo atrás, vem a Neurótica, de Ciências Contábeis, vencedora de cinco medalhas na premiação final, sendo três bronzes, uma prata e um ouro.

AS CORREDORAS DA UFBA

Marglyn Anne, o destaque da competição, ganhou suas medalhas pela Avalanche, atlética do IGEO. Apesar disso, ela não estuda por lá – formada no Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, atualmente faz mestrado na área de ensino de ciências, no programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, além de estar matriculada no curso de Matemática da UFBA.

Marglyn foi para a Avalanche em 2019 para jogar handebol, mas só competiu no atletismo pela primeira vez em 2022, quando percebeu que seus treinos de handebol desenvolveram nela uma habilidade imensa em corridas de explosão e curta distância, e se apaixonou de vez. “Gosto da sensação de que muitas vezes eu estou competindo contra mim mesma, tirando forças do incentivo da torcida para continuar e me desafiar cada vez mais”, conta a atleta. 

Marglyn Anne, competidora da Avalanche. Foto: Marina Branco

A vencedora das provas de maiores distâncias, Marina Amorim, é estudante de museologia na UFBA, mas escolheu não competir pela atlética Brutal, de São Lázaro, campus do seu curso, por um motivo simples – a campeã é atleta profissional, e representa seu próprio grupo de corrida, o JC CORB. Com treinador próprio, treinos intensos diários, competições de corrida de rua quase todo mês e uma dedicação imensa, a atleta sempre teve uma relação íntima com o esporte e vem de uma família de esportistas, tendo treinado boxe e corrida com seu pai desde a infância.

Atualmente, ela pratica atletismo com sua equipe no Centro de Educação Física e Esportes da UFBA (CEEF), onde são realizadas as competições do JUFBA. Vendo o movimento, decidiu se inscrever pela primeira vez neste ano, apesar de já estar cursando a universidade há seis semestres, e levou logo de cara as duas medalhas mais extensas dentre as competidas pelas mulheres, que acabaram não indo para nenhuma atlética. 

AS DISPUTAS MASCULINAS

O ouro da prova mais extensa disputada pelos homens, a corrida de 1500 metros rasos, ficou com o corredor Maurício Cerqueira, que completou a prova em impressionantes 5 minutos e 51 segundos, a menor marca registrada até hoje nessa modalidade no JUFBA. Representante da Brutal e estudante de Serviço Social, Maurício treina diariamente por conta própria, correndo distâncias de até 15 quilômetros nas ruas de Salvador, dedicado a manter o “pace” (ritmo de corrida) mais alto e constante possível. Segundo o atleta, sua paixão pelo atletismo surgiu como uma maneira de cuidar da saúde mental: “Acho que sem esporte, hoje em dia eu não existiria. Ele me ajuda a me acalmar, a gastar energia, como se fosse uma meditação que faz bem para o corpo e para a mente”. Na competição do JUFBA, o jogador da Brutal bateu o próprio recorde, fazendo seu menor tempo de prova.

Atletas disputando a corrida de 100 metros rasos no JUFBA. Foto: Marina Branco

Nos 100 metros rasos masculinos, o vencedor foi Davi Oliveira, da Letais, dono do único ouro de atletismo conquistado por sua atlética no JUFBA 2023, enquanto nos 200 metros, Luan do Nascimento levou mais um ouro para a Avalanche, além da medalha de prata que ele mesmo conquistou na prova de 100 metros. Em uma virada inacreditável, Diosef Petric foi o vencedor dos 400 metros rasos, jogando pela atlética Neurótica.

Nos últimos 100 metros de prova, o atleta foi da terceira para a primeira posição, e conta que essa é justamente sua estratégia de corrida – guardar energia durante a prova para dar um ‘gás’ nos segundos finais. O poliatleta, também jogador de basquete, já tem história no atletismo, tendo conquistado quatro medalhas na modalidade no JUFBA de 2022. 

Além das disputas de corrida, o atletismo do JUFBA foi palco de embates incríveis na modalidade do salto em distância masculino. Seis competidores correram e saltaram o mais distante possível em três rodadas, nas quais o atleta Carlos Henrique conquistou a melhor marca da competição, saltando 5 metros e 30 centímetros, e se consagrando bicampeão da modalidade.

Jogador da atlética Jaguar, do curso de Educação Física, Carlos conheceu o atletismo, um esporte não tão popular, ainda criança, quando surgiu a oportunidade de participar de uma corrida de 5 quilômetros. Desde então, acompanha o esporte frequentemente, competindo tanto em corrida quanto no salto, fazendo preparo específico para essas modalidades que exigem muita força de explosão e altas velocidades em curtas distâncias.

Última participação da disputa de salto em distância no JUFBA. Foto: Marina Branco

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