“A cara da extensão, qual é?”: Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia realiza Primeiro Fórum de Extensão da unidade

Força extensionista da EMEVZ é celebrada; evento entra no calendário oficial a partir do próximo ano.

Andresa Correa

Exposição dos projetos de extensão na entrada da EMEVZ. Foto: Andresa Correa

A Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEVZ) congrega extensionistas em seu 1o Fórum de Extensão. A terceira parte do tripé universitário já é aptidão da faculdade, que conta com a maior oferta de ACCSs (Ação Curricular em Comunidade e Sociedade) da UFBA, 19 laboratórios, com destaque para o crescimento do Laboratório de Inspeção e Tecnologia de leites e derivados (LalTLacteos), duas fazendas experimentais, um Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP), e o hospital, com mais de 65 mil atendimentos no último ano.

Após assumir o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão (NAIPEX) da EMEVZ neste ano, a professora Adriana Jucá concretizou o Fórum, resultado de interações com professores de outras unidades. O forte perfil extensionista da Escola impulsiona sua inclusão no calendário oficial, a partir de 2024.

No final de Novembro, as sessões de debate com professores, em conjunto com as exposições dos projetos de extensão feitas pelos estudantes, reforçaram a identidade extensionista. 

Os alunos tiveram a oportunidade de conferir o trabalho executado nas escolas e comunidades: “Ver de perto me ajuda a humanizar mais o meu. Ter noção de como passar o conhecimento para quem tem o prático, me faz também querer ser parte”, compartilha Camila Braga, estudante do terceiro semestre de Medicina Veterinária.

A abertura, na quarta (22) de manhã, contou com a apresentação da peça ‘Papo de galinha no terreiro’, feita pelo Grupo de Educação em Sanidade Avícola (GESAV), coordenado pela professora Lia Fernandes. Para conscientização, é levada a produtores rurais, para que o processo de criação de galinhas seja melhorado, e haja conforto e qualidade de vida mútua.

Apresentação da peça ‘Papo de galinha no terreiro’. Fotos: Andresa Correa

“A gente não faz palestra, a gente conversa”, a coordenadora explica o trabalho dialógico e interativo, “é o momento de conclusão. Desenvolvemos o trabalho com os painéis e fechamos com a peça.”

A assistência devida aos trabalhadores familiares é dever do Estado, e deve ser fornecida como Política Nacional. Com as atividades extensionistas, a Universidade descobre a atuação nesse espaço, para as comunidades alcançadas e a formação acadêmica, com diferencial de dotação dos estudantes em múltiplas habilidades. Especialmente na extensão rural, os alunos conhecem um mundo que não sabiam que existe, e os professores fortalecem o conteúdo dado.

Em 2022, a EMEVZ assinou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) para contratação de estagiários em assistência técnica do setor agropecuário, o que revela a articulação interinstitucional do campo. 

“Temos uma visão muito clara que a extensão transforma. A experiência de sair dos muros da academia e receber a sociedade dentro também. Esse é o momento de estourar as bolhas e compartilhar informações entre os extensionistas, um enriquecer o trabalho do outro, e chamar atenção aos novos”, conta o diretor da EMEVZ, Rodrigo Bittencourt.

A pesquisa foi apontada como a parte mais valorizada na academia. A extensão, por sua vez, vem conquistando maior espaço ao colocar em prática o que a pesquisa desenvolve e chegar em quem precisa – a sociedade. 

“O produtor consegue obter a informação de uma forma suave, sem jaleco branco de cientista” – coordenadora do NAIPEX e do Fórum de Extensão, professora Adriana Jucá.

Representantes da Pró-Reitoria de Extensão (PROEXT), Ana Verena Madeira, e da de Ensino de Graduação (PROGRAD), Adriana Ferri, contribuíram na discussão. As profissionais explicaram acerca do registro da extensão no SIAC, projetos e disciplinas, tanto para a submissão de propostas, quanto à contabilização da carga horária e sua validação no currículo, que possui porcentagem obrigatória de 10% para a formação.

O Fórum também recebeu a Oficina Vocal, ministrada pelas estudantes do curso de Fonoaudiologia Leslly Silva e Gabriela Melo. Coordenado pela professora Maria Lúcia Vaz Masson, o projeto de extensão faz parte de oficinas itinerantes e é realizado pelo grupo de pesquisa Trassado, em parceria com o Instituto Multidisciplinar de Reabilitação e Saúde (IRMS), e a FACED, com apoio da APUB Sindicato.

Exercícios na oficina vocal. Foto: Vanessa Ferreira

A oficina já ocorreu na Politécnica, em Outubro. E, agora, de acordo com a professora Adriana Jucá, a demanda de professores com questões respiratórias e de cansaço relacionados à voz, especialmente depois da pandemia, encaixou com a ocorrência do Fórum. A parceria foi articulada, contando com a presença não só dos docentes, mas dos técnicos-administrativos e estudantes, que relataram mudanças depois dos exercícios.

“Nossa proposta é trazer conhecimento para a voz docente. Encontramos muitos professores com queixa e desinformação. Trouxemos o aquecimento, para preparar essa musculatura para uso intenso, e a conscientização da alimentação e do estilo de vida – tudo o que influencia na questão vocal”, explica a estudante Gabriela Melo. “Conscientizar em relação à fisiologia, aos cuidados com a voz, e sensibilizar o público docente universitário”, completa Leslly Silva.

Extensionistas Leslly Silva e Gabriela Melo. Foto: Vanessa Ferreira

Confira aqui a cartilha educativa da Oficina de Voz disponibilizada: https://drive.google.com/file/d/1RYINtcnKB-t5wV_fKiUrHfEbArxYflbN/view?usp=sharing

Galeria de fotos do 1º Fórum de Extensão da EMEVZ:

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