Facom sedia evento inédito de promoção à cultura

Thyffanny Ellen

O Choque Cultural, idealizado pelo centro acadêmico com a colaboração do diretor Leonardo Costa, reuniu diversos artistas soteropolitanos na FACOM durante o último dia 16. A programação continha diversas atividades culturais, principalmente a segunda edição do Bazar da Varandinha, projeto de maior destaque dentro do evento.

A ideia surgiu a partir de um projeto elaborado para o edital da Proext, caracterizado pelo desejo mútuo de movimentar a cena cultural da universidade. O  evento inova ao promover uma iniciativa que visa trazer a arte urbana para dentro dos muros da instituição, ao buscar quebrar barreiras e promover um diálogo entre diversas expressões culturais. Isso possibilita abrir espaço para diferentes formas de comunicação e arte, pois aproveita o potencial dos espaços disponíveis na instituição.  

Marvin Cerqueira e a artista Tecnoplanta. Foto: Luanda Costa

A intenção está em construir uma tradição de eventos culturais a longo prazo na UFBA. Marvin Cerqueira, um dos organizadores, estudante de produção cultural, enfatizou: “Nosso objetivo é mostrar que é possível criar um grande movimento cultural, mas as expectativas para o público neste momento são moderadas, buscamos demonstrar que é viável gerar esse tipo de atividade na universidade.”

Sendo assim, o Bazar da Varandinha se tornou um ímã para empreendedores independentes do comércio local. Em sua segunda edição do ano, com aproximadamente 15 vendedores participantes, o bazar transformou a varanda da FACOM em um verdadeiro cenário de negócios pela exposição desde produtos feitos a mão até itens de moda exclusivos. Assim, o bazar proporcionou aos visitantes uma experiência de compra única e a oportunidade de apoiar talentos locais. 

Dentre os vendedores está Edneide Hidalva Cerqueira, mais conhecida como Rivinha, uma empreendedora engajada na valorização da cultura afro-brasileira por meio de seus produtos ligados à religião de matriz africana. Ela explica que começou a vender devido à dificuldade que enfrentou ao ingressar na Umbanda. Há 15 anos, encontrar acessórios relacionados era complicado e caro, o que a incentivou a criar suas próprias peças para torná-las mais acessíveis.

Edneide e suas produções. Fotos: Luanda Costa

Em suma, o evento busca fomentar a celebração da pluralidade cultural para que isso se torne um costume no ambiente universitário. Para além do bazar, durante a tarde a artista responsável pela musicalidade do evento foi Tecnoplanta, com músicas de estilo techno e house. Por fim, uma batalha de rap protagonizada por artistas independentes da cena soteropolitana finalizou a primeira edição do Choque Cultural. 



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