Goleada define o líder no primeiro final de semana do futebol no JUFBA 2024, mas falta de estrutura do CEE assusta os presentes

Campo do CEE da UFBA | Foto - Kelvin Cruz

Atuação de gala e placar elástico garantem ao Horriver Plate a liderança da classificação na abertura dos jogos

Kelvin Cruz

O Horriver Plate dorme na cabeceira do campeonato depois de um 5 a 0 magistral sobre o Armadilha. O último jogo do domingo foi repleto de grandes momentos, contando com o placar mais elástico de todos os que aconteceram no Complexo Esportivo Educacional (CEE), no último final de semana. O jogo pacato até o final do primeiro tempo, a torcida presente não poderia adivinhar o desfecho da partida, onde depois de um vacilo do zagueiro Guilherme Gondim, do Armadilha F.C que cede o primeiro gol para o Horriver.

Os erros do Armadilha não passaram impunes, que já nos minutos iniciais sofreram o segundo gol. A partida viria a se tornar ainda mais dramática quando o meio-campista do Armadilha se machuca. Na falta de elenco reserva para compor o time, o arqueiro do time foi obrigado a assumir uma posição na linha, desestabilizando completamente o tático do Armadilha. Horriver Plate, que já vinha dominando a partida, soube se valer da superioridade numérica, conseguindo fazer mais 3 gols, finalizando a partida com um sonoro 5 a 0.

Além do placar elástico aplicado pelo Horriver Plate, também venceram os Donos do Bar, Pedreira FC, Al Balonga FR e Wakanda FC. Foram disputados 5 jogos que já desenharam a classificação desta fase inicial do campeonato, 3 jogos no sábado (14) e os outros 2 no domingo (15). Confira abaixo os resultados dos dois dias de jogos:

O episódio com o meio-campista do Armadilha evidencia o quanto esse calendário tem sido problemático para a organização dos times. Apesar do JUFBA 2024 começar oficialmente apenas em janeiro, o futebol teve sua agenda comprometida pela greve, ocasionando nesse início precoce das rodadas de abertura que acabaram ocorrendo nas últimas semanas do ano. Muitos times explicaram que a situação do Armadilha não possuir reservas foi reflexo das  muitas ausências decorrentes do calendário dos jogos nesse final de ano, atletas de diversos times não tiveram disponibilidade para essas primeiras datas escolhidas para a abertura do campeonato.

Essa ajuda financeira dos jogadores custeou uma manutenção paliativa do campo. Os atletas relatam que o descaso com a situação física do CEE tem gerado outros empecilhos fora do planejado. Guilherme Gondim, do curso Gastronomia, pontua como a falta de estrutura para a hidratação tem afetado os atletas: “O que mais choca aqui é a qualidade da água, se você for no bebedouro, é completamente salobra sem a menor possibilidade de consumo”.

A falta de infraestrutura do CEE chamou a atenção dos presentes na torcida, como Mariana Costa, estudante de engenharia na UNIME: “A estrutura é bem intermediária, o campo não tá bem cuidado. Não tem lugar para a plateia, a gente fica aqui no sol, não tem um vestiário. É vergonhoso para uma faculdade como a UFBA estar nessas condições”. 

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